
Dirigido por Steve Beck. Com: Tony Shalhoub, Matthew Lillard, Shannon Elizabeth, Embeth Davidtz, Rah Digga, Alec Roberts e F. Murray Abraham.
A primeira coisa que aparece na tela quando 13 Fantasmas tem início é, obviamente, a vinheta da Dark Castle, empresa responsável pelo filme - e isto é o bastante para que tenhamos a exata noção do que iremos ver em seguida: realizada em computação gráfica, a vinheta mostra um castelo que traz, em sua fachada, um monstro de pedra que ruge para o espectador. Se você ficar assustado(a) com este rugido, ótimo: provavelmente irá adorar o filme. Porém, se você não se assusta apenas com efeitos visuais e sonoros e precisa de uma boa história para entrar no clima de terror, 13 Fantasmas não é a melhor opção para seu fim-de-semana.
Produzido por Robert Zemeckis e Joel Silver, o filme é uma nova versão de um 'clássico' (sim, entre aspas, mesmo) realizado por William Castle em 1960, e cujo maior atrativo era o fato de que, para enxergar os fantasmas na tela, o espectador tinha que usar óculos especiais fornecidos pelo estúdio. Aliás, este recurso foi parcialmente mantido nesta refilmagem: os personagens de 13 Fantasmas ainda utilizam os tais óculos, mas o espectador consegue enxergar (mal, como explicarei mais adiante) os espectros sem obrigar os produtores a gastarem mais dinheiro produzindo os apetrechos.
A história se passa em uma mansão construída pelo milionário Cyrus Kriticos, que desenvolveu, por motivos obscuros, um meio de 'colecionar' almas. Porém, depois que ele é morto por um de seus 'bichinhos de estimação', a mansão é herdada por seu sobrinho, Arthur, que perdeu a esposa em um incêndio – e já em sua primeira noite na nova casa, o sujeito descobre que o presente não foi tão bom quanto imaginava. Agora, ele terá que proteger os filhos enquanto tenta encontrar um meio de fugir da armadilha preparada por seu tio.
Assim como aconteceu em produções recentes, como A Casa da Colina (também da Dark Castle) e A Casa Amaldiçoada, o maior atrativo de 13 Fantasmas reside em sua direção de arte: a mansão com paredes de vidro é absolutamente genial, embora os roteiristas Neal Marshall Stevens e Richard D’Ovidio não encontrem uma maneira mais inteligente de utilizá-la na história, a não ser como fonte de inesgotáveis (e terríveis) piadinhas, como no momento em que Maggie, a babá dos filhos de Arthur, diz: 'Já vou avisando que não lavo janelas!'. Aliás, o roteiro parece se preocupar mais em arrancar o riso do espectador do que em assustá-lo, falhando em ambos os casos. Maggie, interpretada por Rah Digga, torna-se especialmente chata em função das gracinhas que diz durante todo o filme – e que jamais funcionam (o único diálogo realmente engraçado é eliminado na versão brasileira, em função do trabalho pouco inspirado do tradutor: depois que um personagem é cortado ao meio por uma lâmina de vidro, Maggie, que ainda não está a par do ocorrido, pergunta: 'Did the lawyer split?'. A legenda, por sua vez, destrói a piada com a tradução: 'O advogado foi embora?', em vez de 'O advogado partiu?').
Mas Digga não é a única integrante do elenco que deveria se envergonhar de sua escolha: até agora não consegui entender o que atores como Tony Shalhoub e F. Murray Abraham estão fazendo nesta produção (embora provavelmente tenham sido inspirados por Geoffrey Rush e Liam Neeson). E Embeth Davidtz, que interpreta Kalina, merece um prêmio (qualquer um!) pela seriedade com que explica para Arthur quais eram os objetivos de Cyrus ao construir a casa: durante todo o monólogo, fiquei esperando que ela caísse no riso e se virasse para a câmera, dizendo: 'Quem foi que escreveu isso?'.
Para piorar, Steve Beck dirige o filme com uma incompetência que merece aplausos: depois que os produtores gastaram uma fortuna para criar as maquiagens dos fantasmas vistos ao longo da história, o diretor simplesmente joga o trabalho fora ao não permitir que a platéia veja o resultado com clareza, já que insiste em cortes rápidos e flashes que cobrem a aparência monstruosa das criaturas. Além disso, é impressionante que 13 Fantasmas tenha sido montado por três editores, já que a trama (na falta de um termo melhor) flui de maneira absolutamente caótica, com cortes absurdos entre ações paralelas que não apenas falham em aumentar a tensão, como tornam o filme ainda mais aborrecido.
O mais incrível é que a coisa não pára por aí: em certo momento da história, até mesmo os roteiristas parecem desistir de tentar explicar o que está acontecendo: depois que um personagem realiza uma proeza que acabara de custar a vida de outra pessoa, alguém pergunta como ele sabia que aquilo daria certo. A resposta: 'Eu não sabia'. Em outras palavras: para todos os efeitos, ele havia saltado para a morte.
NOTA: 6.5/10

O primeiro trailer do filme, que tem a brasileira Alice Braga no elenco, chegou hoje à Internet e aos cinemas dos EUA, antes das cópias de 13 Homens e um Novo Segredo - e é extremamente promissor (uma resposta estadunidense ao excelente Extermínio vêm à mente, mas a obra de Matheson é bem anterior, além de já ter sido adaptada ao cinema outras vezes). O vídeo abre com o pânico e o isolamento de Nova York, infectada por uma praga, e traz a alardeada cena da ponte do Brooklyn, que teria consumido um belo naco do orçamento da produção.
Em I Am Legend, Robert Neville (Will Smith) é um brilhante cientista que não foi capaz de conter um terrível vírus incurável fabricado pelo homem, que transforma pessoas em mutantes. Porém, de alguma forma Neville é imune ao vírus. Por isso, é também o último humano sobrevivente no que restou de Nova York e, talvez, do mundo. Por três longos anos ele tem enviado desesperadas mensagens de rádio em busca de possíveis sobreviventes. O que ele não sabe é que não está sozinho. Vítimas mutantes da peste – os ‘infectados’ – escondem-se nas sombras, observando cada movimento do cientista e esperando por uma falha que pode ser fatal. A última esperança da humanidade é a missão final de Neville: utilizar seu próprio sangue para reverter os efeitos do vírus. Correndo contra o tempo, ele sabe que não terá ajuda.
O custo total do filme é estimado em 150 milhões. A direção é de Francis Lawrence (Constantine) e o roteiro foi adaptado por Akiva Goldsman, que já havia roteirizado Eu, Robô com Smith.
A estréia nos EUA acontece em 14 de dezembro nos Estados Unidos e em 4 de janeiro de 2008 no Brasil.

A LionsGate começou a investir na divulgação do filme policial "War". Recentemente, um novo cartaz do longa-metragem foi liberado, trazendo, em primeiro plano, as imagens dos protagonistas Jason Statham (" Adrenalina ") e Jet Li ("Cão de Briga"), enquanto, ao fundo, pode ser visualizada a cidade .
Roteirizada pelos estreantes Lee Anthony Smith e Gregory J. Bradley, a história trará Statham como Jack Crawford, um agente do FBI que se torna obcecado com um ideal de vingança. Ele vai, então, atrás de Rogue, personagem interpretado por Jet Li, um assassino responsável por matar o Tom Wynne, parceiro de Crawford, e sua família. A direção está a cargo de Phillip G. Atwell (do ainda inédito "The Jailhouse Lawyer").
No elenco, além de Li e Statham, encontram-se personalidades como John Lone ("A Hora do Rush 2"), Kane Kosugi ("DOA: Vivo Ou Morto"), Devon Aoki ("+ Velozes + Furiosos"), Luis Guzmán ("Desventuras em Série"), Sung Kang ("Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio"), entre outros. As locações de filmagens foram em Vancouver, Canadá. Com orçamento estimado em 25 milhões de dólares, "War" deverá estrear nos cinemas estadunidenses no dia 14 de setembro.

"Zodíaco" conta não a história de um assassino serial, mas daqueles que se dedicavam a investigação sobre os crimes. O diretor David Fincher nos relata de maneira surpreendente essa trama real, tendo como base os livros de Robert Greysmith, um dos principais personagens do filme, dando a este uma perspectiva única.
David Fincher estava há muito sumido das telas. O diretor dos ótimos "Se7en - Os Sete Crimes Capitais" e "Clube da Luta" não assumia um projeto que fosse para frente desde "O Quarto do Pânico", filme feito praticamente como exércício de estilo. Seus anos afastados, porém, não lhe privaram de sua competência. Prova disso é esse excelente "Zodíaco", adaptação para o cinema dos fatos que ocorreram nos bastidores das atribuladas investigações sobre o assassino serial de mesmo nome que apavorou a cidade de São Francisco durante o final da década de 1960 e boa parte da 1970 e que, até hoje, é objeto de controvérsia e de certo fascínio. Mostrando os motivos que tornaram interminável a caçada empreendida pela imprensa e pela polícia, o longa, graças ao ótimo roteiro de James Vanderbilt, consegue ser tenso mesmo sem lançar mão dos clichês que já estamos mais que habituados a ver em suspenses. O filme se inicia com a morte de dois amantes no feriado da independência americana de 1969. Algumas semanas depois, os maiores jornais da cidade de São Francisco recebem cartas de alguém que se diz o autor desse e de outros assassinatos, dando detalhes específicos de cada crime e afirmando que, se os enigmas que acompanham as cartas não forem publicados, irá matar mais pessoas. A partir daí, acompanhamos os esforços do cartunista Robert Greysmith (Jake Gyllenhaal), do jornalista policial Paul Avery (Robert Downey Jr.) e do detetive David Toschi (Mark Ruffalo) em descobrir a identidade do assassino, entrando num labirinto repleto de problemas, pistas falsas, sensacionalismo e incontáveis suspeitos, que podem acabar com suas carreiras, relacionamentos e com suas vidas. A narrativa acompanha os personagens tão de perto que sentimos cada ameaça que eles sofrem e nos frustramos com os (vários) becos sem saída de suas investigações. O mais interessante é o modo em que o público é levado a mergulhar na história. Em cada aparição do Zodíaco, ele é interpretado por um ator diferente, fazendo com que fiquemos tão desnorteados ao tentar desvendar a identidade do criminoso quanto aqueles indivíduos que vemos na tela arriscando tudo para fazer isso. O clima que o filme passa é de que o Zodíaco esté por toda parte e que pode atacar qualquer um - inclusive nossos protagonistas - a qualquer momento, algo que a cidade de São Francisco realmente sentiu durante a onda de ataques do psicopata. O longa nos presenteia com ótimas performaces de seu elenco, tanto do trio principal, quanto dos coadjuvantes. Gyllenhaal, como Greysmith, mostra como, aos poucos, o tímido cartunista fora se emaranhando cada vez mais com o caso, começando como mera curiosidade e chegando quase ao nível da obsessão. Utilizando algumas características do protagonista-título de Donnie Darko - um de seus papeis mais relevantes - o ator nos mostra uma pessoa pacata e retraída, mas que, por algum motivo, não desiste do objetivo que impôs a si mesmo, não importa o custo. O personagem de Mark Ruffalo, no entanto, lida com problemas diferentes. Ruffalo nos mostra a crescente raiva e a frustração que assombram seu personagem, justamente por não conseguir fazer aquilo que era sua obrigação, que seria capturar o "bandido". Em dado ponto da projeção, Toschi vai ao cinema assistir a "Perseguidor Implacável", filme onde o policial Dirty Harry (vivido por Clint Eastwood) enfrenta um vilão claramente baseado no Zodíaco. O detetive sai do cinema e lamenta que as coisas na vida real não sejam tão simples, já que, na "vida real", não se pode simplesmente atirar na cabeça de um suspeito com uma magnum 44. Porém, o grande destaque do filme vai para Robert Downey Jr., que interpreta um personagem com uma trajetória muito parecida com a sua. Inicialmente um profissional respeitado por seus pares e seguro de si, ele vai se entregando às drogas, dada as ameaças e a pressão que vive, sofrendo um processo desenfreado de decadência profissional e pessoal. No elenco de apóio também contamos com ótimas atuações, destacando Anthony Edwards no papel do parceiro de David, o sempre competente Philip Baker Hall como um renomado especialista em caligrafia, Brian Cox interpretando o cínico advogado-artista Melvin Belli e a belíssima Chloë Sevigny como Melanie, segunda esposa de Greysmith. David Fincher, mais uma vez, dá um show a parte na direção do filme, conduzindo a trama de maneira irretocável. Além de ser um ótimo diretor da atores, sempre extraindo destes as melhores performaces possíveis, ele é dotado de um peculiar senso de estética, sendo capaz de conceber planos e tomadas notáveis, mas sem nunca entrar em detrimento da história, sempre a serviço desta. Seja no modo em que nos mostra a redação do San Francisco Chronicle, na elegante passagem do tempo ilustrada pela construção de um prédio ou nos brutais atos do personagem que dá nome ao filme, todo fotograma do filme exala o talento do diretor, que teve o cuidado de se cercar de profissionais tão competentes quanto ele. O ambiente do filme exala a época em que este se passa (até mesmo no logo das produtoras, no início da projeção), isso graças a um trabalho intenso de caracterização feito pela produção, em especial pela equipe de direção de arte chefiada por Keith P. Cunningham e dos figurinos feitos por Casey Storm. A fotografia de Harris Savides nos passa a impressão de estarmos vendo uma produção do início da década de 1970 (até mesmo lembrando um pouco a do citado "Perseguidor Implacável"). E, apesar de sua duração de quase três horas, o filme nunca perde ritmo por conta do trabalho de edição feito por Angus Wall. Surpreendendo àqueles que esperavem ver uma típica história de polícia-e-bandido, "Zodíaco" é um filme que aproveita um fato histórico para mostrar pessoas que, com um mesmo objetivo, acabaram tendo destinos bem diferentes, apesar de intrinsecamente ligados. Mais do que apenas um bom filme, é uma mostra da humanidade em seu melhor e pior.

Eis o que sobrou do poder na apocalíptica Inglaterra do filme: um adorno.
Filmes de zumbis são, em essência, metáforas sociopolíticas. O primeiro Extermínio, de 2003, já era assim. Mas só na continuação essa metáfora se desdobra. E o mundo retratado ali é o agora. Governos não mandam mais nada, sequer existem, quando entra em campo o exército dos Estados Unidos - Bagdá, Londres, diferença não há. Extermínio 2 é um filme que a todo momento registra o esforço de manter o mundo em ordem. O caso é que essa ordem já não é fruto de uma estrutura política, de uma democracia propriamente dita, mas de uma imposição bélica.
É o primeiro trabalho de Fresnadillo fora da sua Espanha natal, o primeiro de grande evidência internacional. E desde as tomadas iniciais do filme (leia sobre elas no Da Frigideira) ele mostra que entende de imagens e símbolos. Depois do breve início, que mostra como Don (Robert Carlyle) sobreviveu ao contágio nos arredores de Londres sem se exilar do país, a história se transfere para a Londres sitiada. Faz 28 semanas que ocorreu a infestação, e agora a situação na capital parece controlada. Don volta para lá e reencontra os filhos que haviam fugido da Inglaterra.
Fresnadillo dedica atenção especial à cidade. Sua câmera passeia pelos terraços da City, os grandes edifícios do centro financeiro da cidade, onde atiradores vigiam ruas e apartamentos. De lá de cima vemos o que é solidão. Se no primeiro filme as cenas de ruas vazias já impactavam, esse efeito é potencializado em Extermínio 2. Maior do que o terror de ver uma Trafalgar Square deserta é saber que esse terror pode mesmo acontecer um dia. E os Marines estarão lá para controlar o nada, sem dúvida.
Nem poderia ser diferente: quando a zumbizada volta com tudo, Fresnadillo despiroca. Mete filtro, efeito de luz, câmera na mão, corte clipado, tudo a que tem direito. O ataque no galpão de contenção só não é melhor que a visão noturna no metrô forrado de corpos. Filme de zumbi pressupõe catarse, afinal. Diante daquela visão apocalíptica, retrato do mundo militarizado que estamos construindo para a gente, o único escape possível é se juntar à torcida dos canibais. Não temos um poder a quem recorrer. Só a autodestruição nos vinga.
Ou não. Porque Fresnadillo se permite uma carolice: a família. Ah, a força do núcleo doméstico, essa coisa cristã que nada abala, nada destrói. Não vou falar mais para não estragar surpresas, mas fica a questão para além do filme: é a família que nos salvará? Porque, no fim das contas, foi uma certa culpa cristã de Don que provocou a reinfestação. E aí, como fica?
NOTA: 2/10

Um épico de tirar o fôlego, dirigido pelo vencedor do Oscar® Ang Lee (O Banquete de Casamento, Razão e Sensibilidade), O Tigre e o Dragão combina ação ininterrupta e inesquecíveis efeitos especiais com uma emocionante história de amor. Os astros internacionais Chow Yun-Fat (Anna e o Rei) e Michelle Yeoh (007 - O Amanhão Nunca Morre) têm suas melhores atuações como dois lendários guerreiros que abrem mão de sues desejos para buscar a honra e a justiça. Mas quando encontram uma jovem e rebelde guerreira seus destinos mudam e as escolhas que cada um deles faz conduz suas vidas à uma violenta prova final com um desfecho surpreendente. Filmado sobre as ricas e vibrantes terras da China, com incríveis lutas de artes marciais coreografadas por Yuen Wo Ping (Matrix) e música executada pelo renomado violoncelista Yo-Yo Ma, O Tigre e o Dragão vai além dos filmes de ação tradicionais para criar uma das mais extraordinárias produções dos últimos tempos. Consagrado internacionalmente com 4 Oscar® incluindo Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora e vencedor dos Globos de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Diretor.
NOTA: 7/10
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