LUCY LAWLESS
BRUCE LEE, QUE FARIA 66 ANOS, GANHA PARQUE TEMÁTICO
Foto: Divulgação
Pintura em muro de Nova York

O presidente do fã-clube de Bruce Lee em Hong Kong disse à Associated Press que um parque temático em homenagem ao ator e artista marcial será construído na China.

Lee estaria completando 66 anos de idade nesta segunda (27).

O parque terá uma estátua de Lee - falecido de edema cerebral em 1973, aos 33 anos -, um memorial e uma academia de artes marciais.

Wong Yiu-keung, presidente do fã-clube, disse que ainda não tem certeza de quem vai bancar a construção do parque, mas uma cerimônia de lançamento foi realizada neste domingo (26) com a presença do irmão mais novo de Lee.

Filho de pais chineses, nascido na Califórnia e criado na China, Lee é um dos nomes mais associados às artes mariciais até hoje. Ele ficou conhecido pela atuação no cinema, em filmes de kung-fu, como "O vôo do dragão" (1972) e "O jogo da morte" (1978), entre outros.

Por Carlos Orsi -  JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO 

Parece que não há nenhum festival programado nas TVs a cabo, nenhuma mostra nos espaços alternativos de cinema, mas a data não pode passar em branco: domingo, 20 de julho, faz 30 anos que morreu de edema cerebral, aos 33 anos, Lee Jun Fan, ou simplesmente Bruce Lee – o homem sem o qual provavelmente não haveria Matrix, os filmes para cinema de As Panteras e nem a invasão de Hollywood por artistas de Hong Kong, como Jackie Chan e John Woo (sim, pode pôr Missão Impossível 2 na conta de Bruce, também). 

Bruce Lee foi – é – um daqueles raros artistas cujo impacto na cultura de massa mundial é difícil de avaliar: praticamente sozinho, ele construiu a consciência ocidental sobre o que são artes marciais (para se ter uma idéia, ao escreverGoldfinger, em 1959, Ian Fleming teve de separar algumas páginas para que o vilão explicasse a James Bond o que é “caratê”); coreografou, estrelou (e, em uma oportunidade, escreveu e dirigiu) os filmes seminais do gênero; deu oportunidade ao surgimento da primeira co-produção EUA-Hong Kong e, em linhas gerais, pôs em movimento uma revolução do conceito de filme de ação, algo que só viria a frutificar de forma plena mais de vinte anos depois de sua morte. 

Bruce Lee, o artista marcial – aliás, seu livro sobre o assunto, O Tao do Jeet Kune Do, vai ser lançado no Brasil em outubro, pela Conrad – sempre encobriu a figura de Bruce Lee, o artista de cinema. Não só porque, em boa medida, uma condição derivasse da outra, mas também porque há uma idéia de que seu único filme “bom” foi Operação Dragão (“Enter the Dragon”, 1973), que os três filmes que fez para o mercado oriental são realmente ruins e que seu último trabalho, O Jogo da Morte (“The Game of Death”, 1978), concluído após sua morte com o uso de dublês é, exatamente por causa disso, um caça-níqueis indigno. 

Todos os cinco filmes estrelados por Bruce Lee estão disponíveis no mercado nacional de DVD. Os títulos nacionais são O Dragão Chinês, Fúria de Dragão, O Vôo do Dragão e O Jogo da Morte (seus filmes de Hong Kong, lançados num pacote) e Operação Dragão, em separado. Não há espaço para comentá-los um a um, mas a maioria dos fãs considera Fúria, Vôo e Operação Dragão os principais. 

O Vôo do Dragão é o único filme que Lee escreveu e dirigiu, além de estrelar. É também, se não a estréia, um dos primeiros papéis de destaque de Chuck Norris. Lee considerava Vôo “um filme inadequado” para o mercado ocidental – e realmente é preciso um certo esforço de adaptação aos personagens, estereotipados, e ao humor, um pouco caricatural. 

Em seus filmes de Hong Kong, Lee geralmente interpreta o caipira ou proletário, forasteiro, que vira membro de uma comunidade humilde, oprimida por um “chefão” e seus capangas. Ele então se põe a mostrar que é melhor que os capangas naquilo que os capangas fazem – de certa forma, estabelece a diferença, técnica e ética, entre o artista marcial e o valentão de rua – e, no que talvez seja um traço de fatalismo oriental, é preso pela polícia logo depois de acabar com o chefão. 

Já que falei em Ian Fleming e James Bond, Operação Dragão, último filme que Lee chegou a completar, é uma espécie de versão “B” de uma aventura cinematográfica de 007. Mas, como todo bom filme “B”, Operação não se limita a imitar sua matriz: disseca-a, trata de reduzi-la aos componentes estruturais mais básicos, ao mesmo tempo em que a reforça – no caso, com a inclusão das artes marciais. E não seria exagero dizer que essa idéia, misturar a essência de Bond ao kung-fu, está na base de quase tudo que fatura alto nos cinemas, hoje me dia
.

JEANNA FINE
Cinema

The Dark Knight pode ter Espantalho?

Cillian Murphy "não tem nada a comentar..."

28/02/2007Marcelo Hessel

The Dark Knight, continuação de Batman Begins, pode assistir ao retorno do Espantalho.

É informação frágil para especular, mas foi só dar uma entrevista ao ComicBookMovie para o ator Cillian Murphy motivar o falatório. Perguntado se o vilão que ele interpretou no filme de 2005 poderia retornar, Murphy saiu-se com o ambíguo "esse assunto eu não posso comentar".

Logo após a estréia de Batman Begins, Murphy disse que não se incomodaria de voltar numa continuação. Inclusive comentou que tinha contrato assinado para mais de um filme...

As filmagens devem começar este mês, então o suspense não durará muito. The Dark Knight estréia em 18 de julho de 2008.

Compre Batman Begins

DRÁCULA

Por Aluizio Ignacio

O Conde Drácula é, sem dúvida nenhuma, um dos mais populares personagens já criados pela mente humana. É interessante, contudo, compreender como o mito surgiu, primeiramente através do livro escrito por Bram Stoker em 1897. Bram Stoker, que na época era empresário do ator Henry Irving, era um homem fascinado por histórias de fantasmas. Essas histórias eram abundantes na Londres Vitoriana. Acredita-se que Stoker tenha lido o conto "The Vampire", de John Polidori. Este livro foi escrito na mesma ocasião em que "Frankenstein" (1820) de Mary Shelley veio ao mundo, na  reunião de fim de semana às beiras de um lago, que reuniu Percy e Mary Shelley, John Polidori e Lord Byron. Estes amigos, para matar o tédio, inventaram uma espécie de competição para ver quem escrevia a história de fantasmas mais assustadora. Mary escreveu "Frankenstein" e John Polidori "The Vampire". Há uma pequena suspeita com relação a autoria da idéia de "The Vampire". Alguns acham que Polidori plagiou o tema de Lord Byron, pois depois desta ocasião os dois nunca mais foram amigos. Se isso é verdade, é impossível dizer. O fato, se fosse comprovado, tornaria Lord Byron  uma espécie de avô literário do legendário Conde da Transilvânia
Voltando a Stoker, ele fez uma pesquisa completa sobre o folclore vampiresco na Europa central e, em dado momento, topou com a figura extraodinária do Príncipe romeno Vlad Drácula, também conhecido como Vlad Tepes, o Impalador. Este homem que viveu na Valáquia no Século XV, ficou famoso pela crueldade com que enfrentava seus inimigos, em particular os turcos. Fascinado pela figura do príncipe valáquio, Stoker simplesmente o usou como principal influência para criar seu vampiro imortal. Acredita-se, também, que Sir Henry Irving, o mais notável ator da era vitoriana, teve também uma enorme influência na criação do Conde. Irving, a quem Stoker venerava, era um homem extremamente egocêntrico e de temperamento difícil. 
"Drácula" é também um perfeito retrato da Inglaterra do fim do século 19. O moralismo britânico contra o exotismo do estrangeiro representado pelo Conde. Além do mais, Drácula contaminava suas vítimas transformando-as em vampiros como ele. Ou seja, o vampirismo era transmitido pelo sangue, nunca clara alusão a sífilis que aterrorizava as pessoas na época e também podia ser transmitida por transfusões. Como toda boa ficção de horror, "Drácula" é carregada de simbolismo e metáforas.
O enredo do romance se tornou clássico devido, principalmente, as mais de 160 adaptações cinematográficas a que deu origem. Vamos a um pequeno resumo: Um corretor de imóveis chamado Jonathan Harker chega ao Castelo Drácula na Transilvânia para acertar com o Conde a venda de vários imóveis na Inglaterra. Aos poucos Harker começa a perceber que há algo de muito errado com o seu anfitrião. Passada a hospitalidade inicial, Drácula começa um jogo de gato e rato com Harker e lentamente coloca o pobre homem contra a parede. Em um desses momentos, Drácula vê uma pequena foto de Mina, noiva de Harker, que o corretor sempre carrega com ele. A beleza de Mina, torna-se mais um motivo para que Drácula viaje o quanto antes para a Inglaterra. Deixando Harker prisioneiro das três vampiras no Castelo, Drácula chega a Inglaterra, com um rastro de morte e destruição no navio que o trouxe. Ninguém da tripulação sobrevive. Então em Whitby, Drácula é apresentado aos outros personagens da história: Lucy, Arthur,  Dr. Jack Seward e Quincy Morris, sendo que estes três homens são apaixonados por Lucy, que acaba optando por Arthur, que é um Lord britânico. Contudo, após a chegada de Drácula, Lucy começa a apresentar sintomas estranhos, como palidez e dois misteriosos furos no pescoço. Lucy está morrendo dia a dia e incapaz de diagnosticar o que acontece, o Dr. Jack Seward chama seu mentor, o Dr. Abraham Van Helsing. O médico e cientista, famoso por seus métodos pouco ortodoxos, imediatamente conclui que Lucy está sendo vítima de um vampiro. Disposto a salvá-la custe o que custa, Van Helsing monta um esquema com os outros homens para enfrentar o mal, descrito por ele como "inominável". Mas a determinação e o poder de Drácula são mais fortes e finalmente a frágil Lucy sucumbe diante da sede de sangue do Conde. 
Contudo, Lucy renasce como vampira e, dada a sua fragilidade, é obrigada a atacar crianças. Após pegarem Lucy com uma criança, os homens, tendo Arthur a frente, são obrigados a pregar-lhe uma estaca no coração e cortar-lhe a cabeça, para que assim, ela possa descansar em paz. É um dos momentos mais impressionantes do livro, pois mostra o desespero de Arthur que não têm outra saída a não ser seguir as orientações de Van Helsing. Então, para pavor dos cinco homens (nesta altura do romance, Harker já havia conseguido fugir do Castelo e se unir aos perseguidores de Drácula), surpreendem Drácula se alimentando do sangue de Mina e, pior, vêem os lábios de Mina sujos com o sangue de Drácula, o que significa que os dois se uniram em uma espécie de casamento vampiresco.
 Drácula então foge para a Transilvânia, onde é escoltado por seus servos ciganos de volta ao castelo. No entanto ele é destruído  no momento em que saindo de seu caixão, tenta reagir aos seus perseguidores. E essa é basicamente a história que têm fascinado milhões de pessoas a mais de 100 anos. E a julgar pela sua atual popularidade, ainda o fará por muitos séculos ainda a vir.

 

Hostel: Part II, continuação do suspense sádico O albergue, ganhou um novo teaser pôster durante a Comic-Con de Nova York. Confira abaixo a atriz Bijou Phillips (Bully) pelada - e decapitada.

No filme, três jovens estadunidenses, estudantes de arte em Roma, decidem viajar num fim de semana, quando encontram uma bela modelo européia de uma de suas classes. Ela convida-as para um exótico destino no Leste Europeu, prometendo descanso e prazer... Lauren German (O massacre da serra-elétrica), Heather Matarazzo (O diário da princesa 2) e Phillips vivem as três estudantes.

Jay Hernandez, Roger Bart, Richard Bugl, Vera Jordanova, Stanislav Ianevski e Milan Knazko também integram o elenco. As filmagens acontecem em locações diversas na República Tcheca - onde o original foi filmado. Além disso, passa por Roma e pela Eslováquia (o primeiro filme se passa lá, mas as locações foram todas na vizinha República Tcheca).

A estréia nos EUA acontece em 8 de junho de 2007.


As primeiras imagens de Michael Myers

Misto de prelúdio e refilmagem estréia em agosto

25/02/2007Marcelo Hessel

O músico e cineasta Rob Zombie (A casa dos 1000 corpos, Rejeitados pelo diabo) revelou em sua página no MySpace as duas primeiras fotos de Michael Myers em Halloween, misto de prelúdio e refilmagem do terror original de 1978 que ele está dirigindo.

Confira abaixo, na galeria do filme, Daeg Faerch como o jovem Myers e o maníaco crescido, com sua indefectível máscara inexpressiva.

Na história, que reconta a origem do mascarado, ele é preso em um hospital psiquiátrico ainda criança. 17 anos depois, acaba solto por engano - e decide ir atrás da sua antiga babá, Laurie Strode (Scout Taylor-Compton), que no original foi vivida por Jamie Lee Curtis.

Malcolm McDowell (Em boa companhia, De corpo e alma) viverá o Dr. Loomis, psiquiatra do jovem maníaco. Tyler Mane, que já trabalhou com o diretor em Rejeitados pelo diabo e é mais conhecido como o Dentes-de-Sabre de X-Men, será Myers adulto. O elenco de coadjuvantes inclui Danny Trejo, Brad Dourif, Pat Skipper, Danielle Harris, Dee Wallace-Stone, Lew Temple, William Forsythe, Sheri Moon Zombie, Ken Foree e Heather Bowen, entre outros.

A Miramax Films financia o projeto ao lado da Dimension Films. A estréia é prevista para 31 de agosto de 2007.

FSP 23/6/2004

JANIO DE FREITAS

Velho Briza, diziam

Os principais adversários de Leonel Brizola vão se perdendo nas entrelinhas da história. Alguns deles chegaram a níveis muito altos de importância política em seu tempo, mas não se fizeram marcar como personagens da grandeza ou da tragédia de um momento que a história não consiga esquecer.

O levante iniciado e liderado por Brizola em defesa da legalidade constitucional e do regime democrático contra o golpe que as Forças Armadas perpetravam, em 1961, é um dos momentos épicos que demarcam a história, indeléveis e quase sempre únicos.

Um governador que lá do último sul ousa dizer "não aceito" às Forças Armadas do país todo, e só com a sua polícia militar inicia uma resistência cuja convicção conquista parte dos militares estacionados no Estado, e vence afinal - essa é uma cena a que ninguém pode negar o lugar de culminância na penosa luta pela democracia no Brasil.

Culminância diferente da outra, a resistência armada à ditadura, porque não se nutriu de razões ideológicas, do projeto de revolução social, mas tão só da legalidade e da democracia como expressa na Constituição.

A coragem pessoal e política de Brizola já lhe reservaria um lugar especial no último meio século brasileiro. Mas a lealdade que teve às suas idéias, por tanto tempo, é outra característica pessoal e política sem paralelo entre os seus adversários e aliados. Em outro aspecto, o da lisura, não seria caso isolado, mas é caso único em um sentido: ninguém teve a vida mais esmiuçada pelos Inquéritos Policiais Militares, às dezenas, algumas investigações por mais de dez anos; nenhum governador foi jamais tão espionado, grampeado, seguido, investigado quanto Brizola quando governador do Rio - e nada, nunca foi encontrado sequer vestígio de improbidade.

O esquerdismo de Brizola era, sobretudo, o nacionalismo. Integral, inviolável, o nacionalismo que, se igual nos militares com seu mito de patriotismo, os levaria a vê-lo como aliado. Odiaram-no como a nenhum outro político, nem G etúlio, nem mesmo Jango. Nacionalismo que deveria ser um ponto de aceitação de Brizola pelos comunistas.

Abominaram-no como abominavam Lacerda. Mas, nesse caso, houve certa reciprocidade: a Brizola parecia intolerável a íntima relação de Jango com os comunistas, à qual atribuiu, já na época e até o fim, parcela muito grande da deterioração que antecedeu o golpe de 64. Àquela relação atribuiu, também, uma parte de sua própria radicalização no decorrer do governo de Jango, sendo a outra parte devida ao pressentimento de golpe da direita.
Brizola imaginava conter o que considerava as duas ameaças.

Todo chefe político é um tanto caudilho, mas Brizola não cuidava de ao menos disfarçar esse componente, antes o exercia com evidência plena. Nas questões que tivesse como secundárias, fez política com o mesmo humor que exercia no convívio. Nas divergências que punham em questão assuntos a seu ver primordiais, foi sempre capaz de passar do gaiato "sapo barbudo" ao "traidor", e coisas assim, sem a menor complacência.

Mas não tinha um traço comum aos caudilhos: Brizola não era vingativo. Durante seu primeiro governo no Rio, teve que enfrentar, ou suportar, um canhoneio terrível do sistema Globo. Vinha de longe, além das divergências políticas, a inimizade de Roberto Marinho e Brizola. Ao assumir o segundo governo, Brizola encontra um fato surpreendente: o Projac, o grande centro de produção de novelas e seriados da TV Globo na Barra da Tijuca, estava em finalização, mas fora construído sem o obrigatório exame de impacto ambiental. Estava erguido em área onde o plano urbanístico proibia aquele tipo de construção e de atividade.

Brizola repeliu o prato de vingança que alguns lhe mostravam, com a possibilidade de arruinar o investimento gigantesco do grupo Globo. Em vez disso, buscou um modo de legalizar o Projac.

Convencido de que a linha dura tentaria outro golpe ao fim do governo Figueiredo, Brizola chegou a propor a extensão do mandato do general.

Foi dos primeiros a integrar a campanha das diretas, mas o gesto anterior ficou como cobrança inesquecível. Obcecado com problema da infância em geral e da infância pobre em particular, achou que investimentos de Collor na multiplicação de Cieps, os centros de educação integral, justificariam seu apoio a uma Presidência lamentável.

O gesto ficou para cobranças que o acompanharam desde então. Brizola nunca pediu, nem precisou fazê-lo, que esquecessem o que disse ou escreveu. Nunca traiu o que ofereceu aos eleitores como seu governo. Entre seus erros e acertos estiveram sempre a franqueza com os outros e a lealdade a si mesmo. Brizola foi um homem sofrido de uma vida bonita.

[ ver mensagens anteriores ]